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Flagelo de Jesus

  • brunagflausino61
  • 5 de mai. de 2021
  • 2 min de leitura



Amorosíssimo Jesus, fostes tratado como escravo porque éramos escravos, fostes flagelado (Mt 27, 26) e o teu sangue preciosíssimo estava a escorrer pelo chão, não sabiam, mas aquele sangue era o sangue de Deus encarnado.

Fostes açoitado por amor com aquele fragon a te dilacerar por causa de meus pecados. Foram tantas vezes que voltei a escravidão do pecado que me sinto envergonhada ao ver-te sangrar para apagar minhas culpas.

Arrancaram vossa pele deixando escorrer o teu sangue pelo chão, vejo pois, este mesmo sangue escorre por minhas mãos, elas estão ensanguentadas, encharcadas com teu sangue, foi pelo preço de minhas infidelidades que cometi contra ti, perdoa-me.

É de crucial importância matar a carne através de jejuns, abstinências, penitências e dos sofrimentos diários, porque assim, morre aquilo que me afasta de tua divina majestade, aquilo que afasta a minha alma da sua.

Vendo vós, o divino Pastor ser açoitado, é possível ver a importância de desapegar-me daquilo que me afasta de ti, matando a carne, mesmo que isso implique o sofrimento, a alma dilacerada, mais no final, será uma alma unida ao seu criador.

Quero, pois, despojar-me de tudo, absolutamente tudo – menos da tua presença pois sem ela nada sou- para servir unicamente a ti, não com um amor mundano e humano, mais um amor maduro e espiritual.

Manifestastes o teu amor nos ensinando a matar a vontade carnal e assim como fostes ferido no flagelo, passar pelo nosso pequeno flagelo.

Preciso ver que com os sofrimentos colho após os tempos de deserto, pois me vejo fraca diante das adversidades sem colher frutos em meio às dificuldades.

Ao olhar tuas feridas não devo mais reclamar de meus tormentos, pois é em meio às tempestades mais difíceis que o Senhor— Grande Mestre— me dá uma grande lição, se manifestando também e reavivando a minhas forças através de pequenas mortificações, me ensinando a ter um coração penitente.

Como se pergunta Santa Terezinha me pergunto se sofro bem, porque os sofrimentos todos temos, a diferença é a forma de encará-los.

Se fostes dilacerado no flagelo e sofrestes tanta dor, porque não haveria eu também sentir dores e ser dilacerada, dessa vez na alma?

Uno minhas dores as tuas, assim sofremos juntos, não de igual maneira, pois os teus são bem maiores e cheios de tormento.

Como sofrestes em vossa flagelação amado Mestre, e ao sentir os chicotes lhe ferirem pelos pecados das tuas ovelhinhas, permanecia firme - embora ferido e já sem forças no corpo –, seu espírito estava firme porque tinha tudo o que precisava ao seu lado: o Pai.

Permanecestes firme pelo teu povo, e eu, tua ovelhinha, aprendo a permanecer firme perante as feridas, embora o teu corpo seja frágil – da ovelhinha- o espírito tem que estar firme na fé.

Aguentou tão bárbaros sofrimentos por vosso imenso amor a vossas frágeis ovelhinhas e pensar que tudo estava começando, ainda um grande sacrifício de amor estava por vir.

 
 
 

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